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Avançar ou retroceder

19/10/2014 1 comentário
Imagem: Celina Prieto

Imagem: Celina Prieto

Em 2010, José Serra abriu as portas dos armários da intolerância e seus derivados fascistas e jogou tudo no ventilador da campanha eleitoral. Todos nós lembramos do lodo raivoso, burro e desinformado que inundou nossas caixas postais naquela disputa.

Serra carregava em si a gangrena do fracasso antecipado: por ter pulado de cargo em cargo, sem completar nenhum mandato, para tornar-se o candidato oficial da direita à presidência. Deixou-se filmar se comprometendo verbalmente a completar seu mandato. E descumpriu sua promessa na maior cara dura da história. Mesmo assim, foi até o fim. Protagonizou o imortal evento “bolinha de papel” – que todos lembramos e até nos divertiu (jogo). Serra só seria eleito na “mão grande”… mesmo assim, obteve 44 milhões de votos, contra os 56 de Dilma. Sua derrota foi a derrota da onda de intolerância e preconceito que vem crescendo a cada nova campanha eleitoral.

Hoje, os cães raivosos que destilam ódio irracional ao PT e infestam as redes sociais são descendentes ou consequência daquela “tribo” do Serra. Continuam burros, desinformados e sem conhecimento da história recente do país. Mas aumentaram percentualmente sua presença nos processos eleitorais. Além disso, há mercenários e outros grupos financiados por organizações estrangeiras de ultradireita atuando contra os governos progressistas do nosso continente. Leia mais…

Quase lá!

05/10/2014 3 comentários

militantes_ptÉ muito simples: podemos vencer no primeiro turno e eliminar de nossas vidas mais três semanas de campanha eleitoral, onde mais baixaria, ódio, vingança e mentiras nos aguardam. Não precisamos passar por isso a cada campanha eleitoral. Não há novidade, é sempre o mesmo: Todos contra o PT.

Para institutos de pesquisa, marqueteiros e equipes de cada candidato, fechar a fatura no primeiro turno é mau negócio. Campanha eleitoral movimenta muita grana. Quem está no “negócio-campanha-eleitoral” sabe que só tem “mercado de trabalho” de dois em dois anos. E não falo de impressão de santinho… é grana grossa, que marqueteiros e assessores faturam. Um segundo turno de campanha eleitoral significa “dobrar” seu faturamento.

Querer renovação, mais avanços, é super legítimo. Mas onde está esse tão desejado “novo”? Onde está o(a) candidato(a) que incorpora a tal terceira via? Existe mesmo uma terceira via para o Brasil?

Países do chamado primeiro mundo – onde miséria e exclusão social foram superadas há décadas – comportam a ideia da terceira via, verde, rosa ou o que for em seus processos eleitorais. Mas no Brasil, FHC definiu a tal terceira via como: “Qualquer um serve, desde que tire o PT do governo”. Ora, isso não é projeto de NADA. É pregação da burrice. Pergunte a qualquer eleitor de Aécio ou Marina o que ele entende por terceira via. Ele repetirá os bordões anti-petistas. Nada mais. Leia mais…

Marina chora porque é fraca e vazia

bola-murchaO mimimi da imprensa anti-petista sobre as inserções de 30′ da propaganda eleitoral de Dilma mostra que Aécio não tem mais a menor importância no quadro eleitoral de hoje. A direita já percebeu que sua última chance é apoiar Marina Silva para evitar o “aborto” do segundo turno. Portanto, eleitores do PSDB & Fáscio-Cia vão ter que se conformar em torcer contra, mas “na arquibancada de outro time”. Até porque as gerais já estão “ocupadas”…

Dilma subiu nas pesquisas e deixou a imprensa tucana inconformada. Em São Paulo, Folha, Estadão e Veja se vendem de ultrajados com as propagandas do PT. O que esperam? Meiguice? Amizade? O PT tem 15 programas eleitorais de 11 minutos aproximadamente, de quatro emquatro anos, para expor-se, criticar seus adversários da vez e, principalmente, defender-se da canalhice jornalística da qual é vitima 365 dias por ano.

Jornalistas lambe-botas de patrão choramingam debruçados sobre o caixão eleitoral de seu tucano versão 2014. Falam de terrorismo na campanha petista como se não passassem o tempo todo forçando a falência econômica e moral do Brasil, saturando as manchetes de catastrofismo barato e inconsequente. Um colunista da Folha usou até a sigla PiG (atenção revisão: o i é minúsculo mesmo – certo PHA?), para referir-se ao que chama de “desonestidade vergonhosa e mentiras” da presidenta contra Marina Silva. Outro da Veja viu-se obrigado a desistir de Aécio para não perder os dedos: parou de atacar Marina e voltou ao lero-lero anti-petralha-raivoso de sempre. Leia mais…

Marina Silva: o abismo do improviso

03/09/2014 3 comentários

loboMarina Silva é, ou está sendo “ungida” a ser, mais oportunista que Romário na área e mais aventureira que Alice no País das Maravilhas. Sua candidatura é um improviso irresponsável que pode levar o país a uma regressão abismal. Caroneira de carreira, a ex-PT, ex-PV e atual futura ex-PSB, foi colocada no vácuo da comoção popular na morte de Eduardo Campos para garantir a realização de um segundo turno e, assim como em 2010, garantir um tucano contra o Dilma. Mas o ódio irracional ao PT com o qual a mídia intoxica a sociedade há 12 anos, atropelou o frágil e inconsistente Aécio Neves, provável derrotado seja no primeiro ou no segundo turno e colocou a improvisada Marina como favorita. A mídia tucana errou a mão e seus institutos de pesquisa já dão como certa sua vitória.

Marina é uma camaleoa. Se deixa moldar ao sabor dos ventos. Ninguém sabe ao certo como seria um eventual governo dessa senhora. Seu atual partido de aluguel se diz socialista. Mas, na prática, se vencessem as eleições – seja com Marina ou Campos, jamais fariam socialismo.

Eleita, Marina não teria sustentação no Congresso, na Câmara e no Senado – dos quais seu governo seria refém, aliás. (Detalhes pouco relevantes diante da necessidade de vestir-se de “terceira via”.) “Ah, mas ela foi ministra do Meio Ambiente de Lula…” Certo, mas convenhamos: não era um cargo administrativo nem transformador de NADA. Deveria ser cargo regulador, e olhe lá. Mas nem isso: Um ano após sua saída do “ambiente”, o desmatamento da Amazônia já havia diminuído 49%, segundo o IMP.

Marina é tão sem noção da realidade deste país continental e de suas necessidades energéticas que, desde que saiu do PT (2007), carrega a obsessão de paralisar e/ou cancelar obras importantes de infraestrutura (principalmente as que amassam plantinhas) que garantirão o abastecimento energético fundamental à indústria e ao consumo pelos próximos 50 anos. “Criacionista”, quer nos convencer que o divino soprará forte e continuamente em nossas hélices eólicas – o que garantirá energia abundante para todos.

Será Marina Silva a Moisés de saias, brasileira, de “5775”?

Ironicamente, a “socialista” tem como braço direito a capitalista dona-herdeira do Itaú, Neca Setubal. Essa tal perua é a fachada dos banqueiros chupa-cabras que habitam o lamaçal da “caça ao lucro fácil”. (Afinal, essa é a regra básica de todo banqueiro: cobrar juros exorbitantes de empresários com a corda no pescoço.) Marina já aceitou liberar os juros bancários. Por isso a direita colou na “socialista”, anunciando a autonomia do Banco Central, mercado flutuante, regulador de si mesmo, e bla bla blá. Ou seja, aquela baboseira neoliberal que acabou destruindo economias de meio mundo em 2008 sem falir um único banqueiro sequer. Leia mais…

Brasil, Neymar e o resto

Imagem: Eitan Abramovich/AFP

Imagem: Eitan Abramovich/AFP

Quando Pelé foi ‘saído’ da Copa em 62, sobrou time, muito time! E o Brasil foi campeão. Já nesta Copa, a saída de Neymar desconfigurou o time e a Copa perdeu a graça – pra mim, particularmente, ao menos. Desde o início, só Neymar brilhou. O resto era figurante. E o que começou como Neymar-dependência transformou-se em derrota-certa-sem-Neymar.

Não sei como seria o jogo contra a Alemanha com o Ney em campo. Não posso afirmar que o Brasil venceria. Talvez perdêssemos (por menos) do mesmo jeito. Talvez ganhássemos, como na maioria das vezes contra a Alemanha. Nunca saberemos. (Não dá pra deixar de citar aqui a decisão do mundial de 2011, quando o Santos, com Neymar e tudo, não viu a cor da bola e tomou de quatro a zero do Barcelona.)

Mas uma coisa foi certa nesta Copa: Para anular Neymar, os adversários precisaram de dois, as vezes três marcadores ocupados nisso. Assim, o resto da seleção teve mais espaço para desenvolver suas jogadas e dar a impressão de que havia qualidade em seu futebol. E os comentaristas disseram que Neymar ‘não jogou bem’ – quando na verdade ajudou muito o time contra o México, Chile e Colômbia – mesmo ‘apagado’, enquanto era caçado em campo pelos adversários. Leia mais…

Os sem voto, sem educação e sem futuro

17/06/2014 1 comentário

colonizadoIngressos custando R$990,00, metade – dizem – “cortesia para Vips” (muitos empregados da Globo, muito penetra “descolado” e uma legião de boçais, filhotes da elite paulistana). Esse monte de estereótipos da antiga Casa Grande – que nem são da tribo da bola -, externou sua essência rasa para o mundo na abertura da Copa do Mundo. “Dilma, vai tomar no c…” – gritaram brincando de povão as pseudo-celebridades que ocupavam a área nobre do estádio que nunca será seu habitat, aliás. E o mundo viu do que são feitos e como foram educados por suas famílias.

Qualquer político que se fizesse presente na abertura da Copa levaria vaia. Por isso TODOS, de todos os estados e partidos, se entocaram covardemente. E, como naquela foto, aos 19 anos, frente a frente com seus algozes, Dilma recebeu sozinha todo ódio de classes vindo de uma minoria paulistana ensebada de preconceitos, que ainda vive no mundo escravagista de seus avós.

Os “Vips” endinheirados que lá estiveram não conhecem os verdadeiros donos do Itaquerão. Nem vão conhecer. A chamada nação corintiana não esteve em seu estádio para assistir a partida entre Brasil e Croácia. Só deu coxinha recalcado e elite colonizada.

Por mais fanáticos e irracionais que às vezes os torcedores possam parecer, os verdadeiros donos do Itaquerão jamais xingariam uma senhora, avó, sentada ao lado de sua filha, assistindo uma partida de futebol. Mesmo sendo a presidenta brasileira, eleita democraticamente. Leia mais…

Frio na barriga

12/06/2014 1 comentário
Imagem: João Felipe Pego

Imagem: João Felipe Pego

É impossível não se emocionar e não perceber a conotação política que o maior evento esportivo do planeta não deveria ter. Depois de dois anos de bombardeio midiático terrorista do “não vai ter Copa” ou “não deveria ter Copa”, estamos diante da dita.

Somos campeões, sabiam? Nossa imprensa é campeã em decadência e irrelevância. Basta dar uma passada d’olhos nos comentários de “leitores” nos grandes portais: zumbis ignorantes, desinformados e preconceituosos somados a milhares de mercenários, infestam, como moscas a merda, os rodapés do UOL-Folha, Estadão, Globo, Veja, redes sociais etc. Todos latindo contra a “Copa do PT”.

Imprensa de esgoto a nossa, não é mesmo? Fosse outro partido no poder, ah! A história seria outra..

A Globo faria um hino – como aquele dos “90 milhões em ação, pra frente Brasil” da ditadura militar na Copa de 70. Apresentadores, âncoras, atores, artistas e ex-jogadores gravariam clipes exaltando o espírito acolhedor do povo brasileiro, dando boas vindas aos estrangeiros e incentivando a Seleção rumo ao hexa.

Seriam produzidos programas especiais sobre estádios, aeroportos e mobilidade urbana que a Copa deixaria como legado à população. Teríamos reportagens sobre cada cidade sede, seu povo sua cultura e sua gastronomia. Haveria documentários, retrospectivas, reportagens sobre a família de cada jogador.

Se não fosse o PT governando o país, as bancas de jornal estariam repletas de verde-amarelo. Todas as publicações teriam posters, cadernos especiais sobre a Copa das Copas contando a história de todas as Copas e como foi a participação do Brasil em cada uma.

Não fosse por Dilma estar liderando com folga nas pesquisas, a mídia não daria voz aos fascistas que pregam ódio e violência em tudo que se refere à Copa. Não teríamos mascarados barbarizando pelas ruas, intimidando a população, travando as manifestações de amor à Seleção e ao Brasil que o povo guarda no coração.

Curioso é constatar que o único apoio incondicional à Seleção na mídia ficou por conta das agências de publicidade. Você só vai ver exaltações ao povo brasileiro, sua cultura, hospitalidade e sua paixão pelo futebol nos intervalos comerciais da Globo. Ou nos anúncios em jornais e revistas. Nunca pela boca dos empregados dos Marinhos, Cívitas, Mesquitas e Frias.

Apesar de ter despertado quase todos os idiotas do país – “mobilidade” que se iguala às que precederam golpes de estado e “revoluções” em nossa história – o PiG vai perder duplamente. Porque acredito que a Seleção vai ser campeã, assim como acredito que Dilma será reeleita.

Otimista demais? É que já estou em campo, aquecendo. E com aquele frio na barriga de costume.

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