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Arquivo para a categoria ‘política’

Papel jornal e tomates

13/04/2013 6 comentários

tomateAna Maria Braga usou colar de tomates (que, aliás, lhe caiu muito bem…) Abril e Globo dão capa ao tomate. O Brasil está despencando. Os índices de crescimento, desenvolvimento e distribuição de renda são fabricados por Lula, Ahmadinejad, Fidel e Chaves para iludir o povo brasileiro. Ninguém consegue pagar a prestação. A bola da Copa será quadrada e o apito será assobio. Lula, Dirceu, Genoino e filhos são milionários. O mensalão de Roberto Jefferson é o maior escândalo da paróquia. Vem aí o apocalipse…

Imprimem o verde em papel jornal pra colher maduro. Se não der, voltam com Apagão, Gripe Suína, Dengue e factóides genéricos para apavorar.

Em uníssono, o oligopólio midiático faz campanha maciça pelo aumento dos juros e a volta da inflação. Usam e abusam da palavra “inflação” diariamente em suas capas. Esperam com isso, contaminar o comércio e outros setores da economia de pessimismo que leve ao pânico e ao aumento dos preços. Apostam que convertem sua especulação barata em fato. Como antigamente… Porque, diferentemente de quando calaram nas falências seguidas de FHC, falir o país – mesmo que seja apenas nas manchetes – é a ÚNICA maneira de desalojar o PT do Planalto. Logo mais vem pesquisa avaliando se suas manobras surtiram efeito…

A direita fascista quer levar o país de volta à década de 90 e retomar o rumo da subserviência vira-lata que Serra e FHC imprimiram ao seu governo. Os vampiros das multinacionais falidas pelo neoliberalismo exigem que se abra a porteira para voltarem à pilhar nossas riquezas naturais.

Para a casa Grande, a doméstica deve voltar a dormir na Senzala, que é o seu lugar, antes de começar a se achar a azeitona da empada.  Segundo Delfim Neto: “A empregada doméstica virou manicure ou foi trabalhar num call center. Agora, ela toma banho com sabonete Dove. A proposta desses ‘gênios’ é fazer com que ela volte a usar sabão de coco, (sem direito trabalhista)”. Quer dizer, que volte ao regime de 16 horas diárias de escravidão.  Leia mais…

Blogosfera sob ataque

31/03/2013 4 comentários

Hoje, os blogs, ditos progressistas, são o único contraponto à Globo & Famíglia. Enquanto o oligopólio inconstitucional deita e rola, impondo meias verdades e inteiras mentiras sobre os fatos, a realidade transborda das páginas da blogosfera e se espalha pelas redes sociais. E isso apavora os Marinho, Frias, Cívitas e Mesquitas que vêem sua hegemonia desmoronar diariamente.

Pensa bem: até o surgimento da Internet, quais eram os veículos de comunicação não nascidos do ventre da ditadura ou do início da “não ditadura” de Sarney, Collor, Itamar e FHC?  Eram os chamados nanicos – que, como o nome já diz, tinham estruturas financeiras precárias e dificuldades enormes de distribuição – já que as distribuidoras também eram alinhadas ao PiG. Lidos por algumas milhares de pessoas, e olhe lá!… os nanicos eram a única voz que se contrapunha ao discurso oficialesco da quadrilha midiática instalada pela ditadura no Brasil pós 64. Movimento, Pasquim, Em Tempo, Ex, e tantos outros que fizeram a história da resistência em meio às trevas, foram sufocados financeiramente. Um por um.

Hoje o que nos salva da infame lavagem cerebral da Globo & Famiglia, são blogueiros como Luis Carlos Azenha, Paulo Henrique Amorim, Rodrigo Vianna, Eduardo Guimarães entre outros, que José Serra chama de “sujos”.  Até pouco tempo, eu fazia uma romaria diária por seus blogs – leitura obrigatória para quem busca pontos de vista mais honestos e comprometidos com a verdade. Usava o Reader do Google (agora uso o Feedly) para reunir meus preferidos na mesma janela. Mas, a cada dia que passa, percebo que venho usando menos o leitor de feeds. Porque hoje, através das redes sociais, as postagens dos meus blogs favoritos vêm a mim naturalmente, repercutidas por meus “amigos” virtuais: são o meu leitor de feeds – assim como estou certo que muitos lêem textos repercutidos por mim.

Diz-me quem adicionas e dir-te-ei o que lês. Leia mais…

Dilma deve usar mais nosso espectro

09/03/2013 6 comentários

espectroDesde seu nascimento, o PT sempre esteve num patamar superior quando o assunto é comunicação. E não é somente pelos ótimos profissionais da área que abraçaram a causa do partido desde a sua fundação. Fazer um bom trabalho de comunicação, exige boa matéria prima: tanto no conteúdo, quanto na forma. Em outras palavras, para fazer uma boa peça de comunicação, seja impressa ou audiovisual, é preciso boas propostas, bom discurso, boas imagens e… realizações incontestáveis.

Nos últimos 10 anos o PT produziu e multiplicou essa matéria prima. O PiG esconde ou desmerece as realizações do governo federal por 20 meses. Chega então a próxima campanha eleitoral e o horário “gratuito” na TV, e o PT esbanja criatividade em seu marketing. Até os adversários admitem. (Collor, por exemplo, confessou que na campanha eleitoral de 89 ia dormir com o “Lulalá” ecoando na cabeça.)

Gasta-se uma grana preta nas campanhas eleitorais. E a tecnologia ajuda muito. Mas, suponhamos que o financiamento de campanha se tornasse público – o que, aliás, seria excelente. Suponhamos que as verbas disponibilizadas para cada partido fossem irrisórias, impossibilitando os recursos de computação gráfica, jingles, atores e outros elementos. Que a propaganda eleitoral ficasse nas ideias e nas realizações de cada um – sem as milionárias super-produções que estamos acostumados a ver. Mesmo assim, o PT faria a melhor campanha. Porque tem muito mais matéria prima. Isso, para não mencionar o carisma de Lula. Leia mais…

Yoani Sánchez, a onça de papel

22/02/2013 15 comentários

yaoni-por-latuffDepois do derretimento da teoria da globalização e da consolidação de vários governos de centro-esquerda, as oposições sul-americanas e suas mídias (sempre à tira-colo) buscam causas e personagens para manterem-se minimamente palpáveis no cenário. Nem que seja com um figurino ultrapassado…

Yoani Sánchez faz parte deste script. O objetivo central da “turnê” mundial desta ativista anti-castrista vai muito além da “luta pela liberdade” na ilha onde nasceu. É um ataque preventivo do PiG sul-americano contra os movimentos que exigem mais democracia e pluralidade nas comunicações que, aos poucos, vão adquirindo consistência em vários países do nosso continente.

Não queria escrever sobre Yoani Sánchez – essa mulher que a “Imprensa Cachoeira” e as redes sociais evidenciam exageradamente (como planejado por sua trupe, aliás…). Mas é inevitável. Em cartaz há uma semana na mídia, não dá pra não falar.

Desde que surgiu, ecoada por aí, na mídia, Sánchez tenta se encaixar na “programação”. O  problema é que o tempo passa e ela continua sendo uma sucata enferrujada, sobra da guerra fria. Só compra quem nutre o velho ódio tolo a Cuba e vê comedores de criancinhas nos governos de centro-esquerda da América do Sul.

Yoani é tão patriota quanto uma mosca. Ainda mocinha, vislumbrou um mercado potencial (se opor ao governo cubano), vendeu seu peixe e se deu bem. Financeiramente, é claro. O resto é folclore: mártir, perseguida por Fidel, blogueira de sucesso, milhões de fãs e seguidores no Twitter, tudo fraudado. É uma onça de papel.

De onde vêm os recursos que a “estrela” do PiG usa para viagens, hospedagens, transporte, alimentação, etc?

Yoani ganha muita grana da SIP (Sociedade Inter-americana de Imprensa) – que é a máfia que reúne os donos dos meios de comunicação do nosso continente – além de organizações de ultra-direita espalhadas por vários países do mundo, inclusive no Brasil (Millenium) e escreve alguns artigos para as publicações mais reacionárias do planeta como o El País – aquele jornal que publicou foto falsa de Hugo Chaves como se estivesse com o pé na cova. A cubana inda tem dois guarda-costas: CIA e FBI. (Muito antes de Obama sonhar em ser presidente…) Leia mais…

Procura-se uma oposição

02/02/2013 6 comentários

oposicaoA tragicômica reação do PSDB ao pronunciamento de Dilma, semana passada – no qual a presidenta anunciou os cortes nas tarifas de energia elétrica e garantiu que não há risco algum de apagão – revela uma crise existencial profunda no partido que já foi, em sua época de “glória”, la creme de la creme das forças democráticas e progressistas. Acusar Dilma de eleitoreira e exigir que não use vermelho por ser a cor do PT, foi vergonhoso. Os tucanos de hoje parecem um amontoado de senhoras invejosas, fuxiqueiras e rabugentas que continuam com seus burros amarrados na margem de lá… no século 20. Se vivo, Mário Covas morreria de desgosto!

A bem da verdade, é eleitoreiro sim, o governo petista. Agrada o povo e recebe voto em troca. Como sempre deveria ser: toma lá, dá cá! Melhorou minha vida? Ganhou meu voto! Piorou? Dançou! Diminuir o custo da energia – que diminui o da indústria, que gera mais vendas, que geram mais empregos, que geram crescimento econômico e progresso – é ruim para quem cara-pálida? Como alguém, em sã consciência, pode discordar disso? O que esperam que o PT faça em 2014? Que não use este argumento contra eles na campanha eleitoral?

O trágico é que o país precisa, sim, de uma oposição. É isso que fortalece uma democracia. O debate de ideias, o contraponto. Porque a unanimidade é cega e burra. A oposição precisa estar estruturada em argumentos e não em estratégias destrutivas que miram adversário político, mesmo que atinjam os interesses da nação.  Leia mais…

Lulopetismo e miopia

20/01/2013 7 comentários
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Sintomas do Lulopetismo que atinge principalmente a camada mais pobre da população: amor e esperança

Os colunistas-jagunços da chamada grande imprensa inventaram o termo “lulopetismo” e o traduzem como sendo uma espécie de doença social, uma epidemia que se abateu sobre o Brasil a partir de 2002. Cães raivosos das quatro famiglias donas da mídia, latem ferozmente contra o governo em seus blogs. Insultam PT, petista, presidenta e ex presidente e orquestram uma horda de seguidores brutamontes mentais, numa missão um tanto quanto impossível: apagar Lula e, se possível, seu partido da história do Brasil. De preferência, antes da campanha de 2014 começar!

O plano concebido para atacar a “epidemia lulopetista” pode falhar, como já falhou outras vezes. Mas, Tempos Modernos, acompanhados da tropa do STF travestida de Ku-Klus-Klan tropical, enxergam possibilidades de tornar Lula inelegível em 2014, através de alguma acusação formal, baseada em declarações de qualquer condenado vendido antes mesmo de ser pago. Espera-se que a pirotecnia midiática em torno da conversa mole de Marcos Valério provoque tamanho estrago, que Dilma chegaria ao fim de seu mandato – se chegasse! – enfraquecida, desmoralizada, carta fora do baralho da sua própria sucessão. Assim, na carona da imobilização do PT e renascidos das cinzas, Serra & Aécio disputariam a presidência “democraticamente”, sem a presença de qualquer nome que ameace seu “favoritismo” na cédula eleitoral.

São míopes. O fato de Lula ser tão querido não o torna imprescindível. Além disso, não precisa de cargo político para fazer política. A essa altura do campeonato, não é somente o melhor e mais popular presidente da história deste país. Lula simboliza mais do que o cidadão Luiz Inácio da Silva pode incorporar. É o sentimento de resgate de cidadania de milhões de brasileiros. É ícone mundial no combate à pobreza. Não há golpe de estado, reportagens de capa ou edições inteiras do Jornal Nacional que revertam suas realizações e o amor que o povo lhe tem. E isso não é populismo barato. Estatísticas insuspeitas, feitas por instituições nacionais e internacionais apontam para as inéditas realizações de seu governo – razão de ser tão querido, principalmente nas camadas mais pobres da população. E não há como nossa imprensa convencer a opinião pública mundial que este não é o Lula que recebeu inúmeros prêmios e homenagens internacionais durante e depois de seus mandatos. Leia mais…

2013: ¡No Pasarán!

12/01/2013 8 comentários

midiaO Estadão deu, a Folha ecou se fazendo de besta e o PGR mais ordinário desta república negou se fazendo de desavisado. Aí o Estadão retificou. E a Folha negou o que afirmou.

Não faz diferença quem levantou a bola. É o velho jogo dos teclados nas redações do PiG. Plantam o verde e torcem pra “madurar”. Repercutem-se, uns aos outros, os imorais, para dar “fundamento” às trapaças publicadas. Uma mão lava a outra, certo chefe? A regra é compor manchetes usando os nomes de Lula, Dilma, Zé Dirceu, Marcos Valério, Cachoeira, etc, misturados com palavras como: quadrilha, esquema, corrupção, PT, petistas – além da azeitona da empada: a palavra “mensalão”. Em qualquer ordem, essas palavras, todas juntas, em duplas, trios, ou o que for, vão se revezando na dança das manchetes.

Outro dia, o chefe mandou o repórter da Folha perguntar ao Zé Dirceu se, diante das condenações, o ex-ministro cogitava fugir do país. É claro que Dirceu respondeu um NÃO retumbante! Mas produziu a manchete desejada: “Não vou fugir do Brasil, diz Dirceu”. Como se fosse um culpado, conformado com sua condenação! Como se não tivesse uma história de vida inteira dedicada ao Brasil. Como se nada representassem sua luta contra a ditadura, pela redemocratização, pela Constituinte, pela criação do maior partido popular da história, por viabilizar a eleição de Lula e todas as mudanças decorrentes de seu governo. A Folha e seus colegas de banca criaram o crime, denunciaram, obrigaram o STF a condenar sem provas e ainda perguntam se vai fugir??!!

O bate-estaca anti petista ad infinitum vai se tornando tão óbvio quanto finito. A cada dia que passa, a imprensa perde credibilidade, leitores e, consequentemente, anunciantes. Uma coisa é certa: ao raiar de 2014, quando a avalanche midiática da Copa do Mundo surgir, acelerar e se sobrepor a tudo, a sorte já estará lançada. Então, o chumbo grosso que se insinuou nas manchetes do Estadão desta semana, repercutidas pela Folha, se restringirá a este ano. Em 2014, o país precisará estar em “ordem” para realizar a Copa. Leia mais…

Veja e a máfia. Tudo a ver.

24/11/2012 4 comentários

CartaCapital de agosto deste ano: ao contrário de sua concorrente golpista, a reportagem contém provas irrefutáveis da associação da revista Veja com o crime organizado

A CPI do Cachoeira acaba de divulgar o relatório final de suas investigações.

Aqui, provas valeram mais que suposições. Além do próprio bicheiro, condenado e solto (??!! alguém desenha pra mim?), de graúdos, foram indiciados: Policarpo Jr., editor da Veja em Brasília; Marconi Perillo, governador de Goiás; Demóstenes Torres, senador cassado e outros 40. O relatório ainda acusa de prevaricador o procurador Roberto Gurgel.

O mais importante, a meu ver, é indiciamento de Policarpo Jr.

Passamos anos acusando o PiG de agir como PiG. Principalmente por ter o domínio dos fatos (aqui, literalmente falando!) e a exclusividade da opinião publicada sobre eles. Chegou, enfim, a hora da verdade para uma das quatro famiglias que dominam a mídia no Brasil. As gravações entregues à CPI pela Polícia Federal, revelando o conteúdo de mais de duzentas conversas entre o editor da Veja e o bicheiro – trocando favores, definindo pautas e atacando adversários em matérias plantadas – não podiam passar em branco.

Cachoeira ainda aparece em “relacionamento íntimo” com o governador de Goiás, Marconi Perillo. E isso não é novidade. Afinal, o PSDB é campeão nacional de fichas-sujas. Marconi só vai engrossar o caldo.

Se, por um lado, a oposição e os juízes se agarram à condenação fraudulenta de José Dirceu para dar continuidade ao golpe contra o PT, por outro, a relação criminosa entre o editor da revista de maior circulação no país e um bicheiro cheio de tentáculos em elevadas esferas políticas, retira a Veja do saco das publicações mexeriqueiras e a afunda no dos criminosos lesa-pátria.

A inclusão de Policarpo Jr. e mais 4 jornalistas no grupo dos indiciados é um alívio. Corriam boatos de que o mafioso Civita intimidara os membros da CPI pelo livramento do editor de sua revista. Já Rupert Murdoch, o magnata da mídia mundial, mil vezes mais poderoso que Civita, foi obrigado a fechar um de seus jornais, o News of the World, por imposição das leis inglesas que regulam os meios de comunicação daquele país.

Nossa mídia rasteira classificou o relatório final da CPI do Cachoeira como retaliação pela farsa do julgamento da farsa do chamado mensalão do PT. O PiG foca somente os jornalistas envolvidos com a quadrilha de Cachoeira. Choraminga a mesma ladainha da liberdade de expressão de SUA famiglia. Mas o total de indiciados soma 34. Tem gente que recebeu coisa de R$ 1,8 milhões de Cachoeira. Em termos de valores em espécie, o que os jornalistas receberam é trocado perto do que movimentaram os graúdos. Mas se falarmos em reforços para a realização do debate pela Lei de Médios, é um argumento de peso.

Obviamente que o dono da Abril tem mais força política que os acusadores de Policarpo Jr. E pelo atual espírito de inconstitucionalidade que assola o STF – justo aqueles que deveriam proteger nossa Constituição com unhas e dentes –, Veja pode se safar nas páginas de toda a famiglia e nos tribunais. Mas não vai “apagar” sua associação com o crime organizado.

Nas manchetes, perdemos feio para a mídia corporativa. Mas existem outras frentes de batalha. Teremos muitas ações e eventos de apoio à Dirceu e Genoino. Mais adiante, quando partirem para cima de Lula, virá uma onda maior de protestos contra a criminalização do partido que não conseguem derrotar nas urnas desde 2002.

À partir do relatório desta CPI e somando-se as incontáveis falcatruas da publicação, Veja torna-se o exemplo mais cristalino da necessidade de regulação da mídia.

O PT ensaia uma nova postura. Anda trocando a indiferença conveniente e costumeira pelo enfrentamento e defesa de seus mais caros membros. Sabemos que é isso que a mídia golpista quer. Enfrentamento. Para que possa usar seus canhões assassinos de reputações contra os “insurgentes” sem dar chances de defesa – o que, aliás, ensinou aos capas-pretas do STF. Mesmo assim, a reação do PT é positiva e deve ser mais contundente. 

Vem chumbo grosso do lado de lá. Se não mostrarmos agora nossa indignação contra a mídia e o STF, outros golpes, como o da 470, a roubarão de nós.

Argentina: um passo à frente

05/11/2012 1 comentário

Um dia chegamos lá

Importantíssimo o que está para acontecer com o grupo Clarin, da Argentina, à partir do dia 7 de dezembro deste ano. O Clarin, que é a Globo portenha, deverá se ajustar às novas regras da Ley de Medios e vender parte de seu império de comunicações. Sendo assim, o povo argentino, de longe o mais politizado do continente, se tornará pioneiro, também, no enfrentamento e enquadramento dos leões da mídia. Imaginem os gorduchos fumadores de charutos e donos exclusivos do microfone dançando o último tango…

Naruralmente que a nova legislação argentina sobre os meios de comunicação não foi uma imposição do governo à sociedade. Antes da redação do texto final, houve um amplo debate, com a participação de todos os interessados. O Congresso argentino aprovou, para, finalmente Kirchner assinar no dia 10/10/09. Basicamente, a Ley de Medios argentina diminui o poder e limita o número de concessões (rádios, TVs, jornais e revistas) que um mesmo grupo pode controlar. Nada relacionado a censura ou ameaça ao direio de livre expressão. Exige ainda, programação de qualidade, serviços de utilidade pública e uma cota mínima de exibição de produções nacionais.

É sempre bom lembrar que a regulamentação da mídia é comum em todos os países desenvolvidos e democráticos e não é estratégia de dominação comunista, islâmica ou alienígena.

Por que é necessário regulamentar? Leia mais…

Golpe: vai faltar combinar com o povo

02/11/2012 16 comentários

Quem vai explicar a eles a moderníssima teoria do “Domínio do Fato”?

Durante a última campanha eleitoral, estive em 3 comícios. Menos por entender que minha presença faria a diferença e mais para rever a militância, sentir a vibração “offline” da campanha de Haddad pelas ruas de São Paulo. Aventura que remeteu-me aos idos anos 80, quando o PT ainda cheirava leite.

Naquela época éramos, idealistas e apaixonados por uma causa que só se concretizaria em 2002. Embora houvessem muitas subdivisões e linhas de pensamento na esquerda – desde os que participaram da luta armada contra o regime militar até os estudantes de classe média da USP – naquele momento, todos convergeram à ideia central, a construção e o fortalecimento do Partido dos Trabalhadores.

Talvez o PT tenha sido o único partido que foi construído por uma ampla maioria de forças populares em torno das quais gravitaram outras forças menores, não menos importantes. O partido definiu-se a partir de um amplo debate, reunindo as melhores cabeças da esquerda, lideranças sindicais de todas as categorias de trabalhadores, políticos, artistas, intelectuais, educadores etc. Mas, essencialmente, o PT seguiria sua vocação para ser um partido de massas. E Lula era o líder, o candidato natural para disputar eleições.

De lá para cá, a história do partido coleciona muitas vitórias e algumas derrotas, muitos acertos e alguns erros e, mais do que tudo, é uma história de crescimento em tamanho e importância tanto no Brasil, como em toda a América do Sul.

A militância que encontrei nos comícios não é mais a mesma que conheci na minha juventude. O PT não tem mais a cara da USP, dos artistas, dos intelectuais e dos sindicalistas do ABC. Não vi nenhum “curioso”, o tipo que não sabe o que está acontecendo ao redor, mas entra no “clima da festa”.

O PT de hoje, tem a cara do povão. O que vi nos comícios eram pessoas que estavam lá marcando seu território, ocupando o espaço e mostrando ao palco que a platéia é o verdadeiro centro do poder. Gente que descobriu sua cidadania e agarrou-se a ela com unhas e dentes e, por isso mesmo, têm muito a perder. E essas pessoas amam Lula. Festejaram muito as vitórias do PT em todo o Brasil, embora o PiG tenha escondido sua alegria. Leia mais…

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