Frio na barriga

12/06/2014 1 comentário
Imagem: João Felipe Pego

Imagem: João Felipe Pego

É impossível não se emocionar e não perceber a conotação política que o maior evento esportivo do planeta não deveria ter. Depois de dois anos de bombardeio midiático terrorista do “não vai ter Copa” ou “não deveria ter Copa”, estamos diante da dita.

Somos campeões, sabiam? Nossa imprensa é campeã em decadência e irrelevância. Basta dar uma passada d’olhos nos comentários de “leitores” nos grandes portais: zumbis ignorantes, desinformados e preconceituosos somados a milhares de mercenários, infestam, como moscas a merda, os rodapés do UOL-Folha, Estadão, Globo, Veja, redes sociais etc. Todos latindo contra a “Copa do PT”.

Imprensa de esgoto a nossa, não é mesmo? Fosse outro partido no poder, ah! A história seria outra..

A Globo faria um hino – como aquele dos “90 milhões em ação, pra frente Brasil” da ditadura militar na Copa de 70. Apresentadores, âncoras, atores, artistas e ex-jogadores gravariam clipes exaltando o espírito acolhedor do povo brasileiro, dando boas vindas aos estrangeiros e incentivando a Seleção rumo ao hexa.

Seriam produzidos programas especiais sobre estádios, aeroportos e mobilidade urbana que a Copa deixaria como legado à população. Teríamos reportagens sobre cada cidade sede, seu povo sua cultura e sua gastronomia. Haveria documentários, retrospectivas, reportagens sobre a família de cada jogador.

Se não fosse o PT governando o país, as bancas de jornal estariam repletas de verde-amarelo. Todas as publicações teriam posters, cadernos especiais sobre a Copa das Copas contando a história de todas as Copas e como foi a participação do Brasil em cada uma.

Não fosse por Dilma estar liderando com folga nas pesquisas, a mídia não daria voz aos fascistas que pregam ódio e violência em tudo que se refere à Copa. Não teríamos mascarados barbarizando pelas ruas, intimidando a população, travando as manifestações de amor à Seleção e ao Brasil que o povo guarda no coração.

Curioso é constatar que o único apoio incondicional à Seleção na mídia ficou por conta das agências de publicidade. Você só vai ver exaltações ao povo brasileiro, sua cultura, hospitalidade e sua paixão pelo futebol nos intervalos comerciais da Globo. Ou nos anúncios em jornais e revistas. Nunca pela boca dos empregados dos Marinhos, Cívitas, Mesquitas e Frias.

Apesar de ter despertado quase todos os idiotas do país – “mobilidade” que se iguala às que precederam golpes de estado e “revoluções” em nossa história – o PiG vai perder duplamente. Porque acredito que a Seleção vai ser campeã, assim como acredito que Dilma será reeleita.

Otimista demais? É que já estou em campo, aquecendo. E com aquele frio na barriga de costume.

JB não é James Bond. Mas tem licença para matar

17/05/2014 5 comentários

JB-LICENÇA-PRA-MATAR_LiliO papel de JB na reta final da novela do Mentirão – que novamente emparelha com campanha eleitoral – é manter-se, e aos que condenou, nas manchetes do PiG até outubro. Mesmo que tome atitudes arbitrárias, desonestas e mostre-se mais vilão do que realmente é. (Pra mim é mais laranja que maquiavélico).

O “rei” do STF sabe de seus deslizes. Sabe também que qualquer processo que desemboque no julgamento de seus atos preescreveria antes de fazer-lhe cócegas. Capaz de eleger-se a qualquer coisa, cumprir mandato, aposentar-se e até morrer, antes disso acontecer. JB está certo de ganhar aquela boquinha na história, prometida em 2008… Por isso trabalha para o PiG com essa fidelidade canina.

O “menino pobre que mudou o STF” foi convencido pela mídia que se tornaria herói, presidente, rei deste feudo chamado Brasil. Ingênuo, comprou a passagem para a glória ao assumir o papel de relator da ação 470 – melhor conhecida como O Mentirão.

A ideia central é criar polêmica. Sempre envolvendo o PT. Suas atitudes visam instigar a ira dos petistas. Seus mandantes sonham com reações emocionais de Dilma, Lula e outros graúdos do PT ao verem seus companheiros sendo torturados. Qualquer coisa serve: trancar seus réus longe de casa, não deixar trabalhar, deixar e depois proibir, botar cardíaco inocente em prisão domiciliar e depois devolver ao presídio…  Leia mais…

Serra, Marina e PiG x Dilma. E o Povo?

27/10/2013 7 comentários

duas-facesO povo olha para o próprio bolso e para a própria mesa de jantar. Vê os filhos na escola, tem carteira de trabalho assinada. Para muitos essa situação era o sonho familiar de gerações.

O Jornal Nacional destoa dessa família. Destoa porque a Globo ainda está tentando ressuscitar o BraZil de FHC, a Petrobrax de Serra e a Alca de Clinton.

O povo quer curtir a vida, a família e… consumir! Eleição? Política? Só no meio do ano que vem. Protestos? Passeatas? Facebook? Mascarados? Por favor, poupem quem está trabalhando duro – 94,6% dos trabalhadores brasileiros – e tem mais do que se ocupar nas poucas horas que lhe restam depois de um dia de trabalho.

Mesmo assim, o povo respondeu sobre Dilma e eleições. Na última pesquisa Globo/Ibope, a direita engoliu o sapo do catastrofismo midiático de sua imprensa. Os números mostraram que o ator principal do enredo de 2014, quase sempre ignorado pela Casa Grande, apóia o atual governo e reconhece que a vida melhorou nos últimos 10 anos. O Sr. Povo brasileiro, não é mais, por assim dizer, tão fácil de “conduzir” como nos áureos tempos de colônia americana.

Apesar do velho charlatanismo jornalístico não colar mais na opinião pública, jornalões e tele-jornais continuam fiéis às elites. Até que a morte os separe. Moribundos, assistem sua franca decadência moral e financeira sem terem como reagir. Sua doença incurável tem vários nomes: Redes Sociais, Blogosfera, Youtube e até Ninja.

Para a Casa Grande, a Internet é uma faca de dois gumes. Empresas se hospedam, vendem, lucram e anunciam na rede mundial. Este é um dos gumes, o financeiro. O outro é a liberdade de expressão, a diversidade e as ferramentas de compartilhamento. Como manter um, eliminar o outro e não perder audiência? Essa é a equação que os atormenta há 10 anos. Leia mais…

Dilma recupera o que não chegou a perder

28/09/2013 7 comentários
Dilma na ONU: "Jamais pode uma soberania firmar-se em detrimento de outra." Imagem: Timothy Clary/AFP

Dilma na ONU: “Jamais pode uma soberania firmar-se em detrimento de outra.” Imagem: Timothy Clary/AFP

Diante dos resultados das últimas pesquisas, Dilma não recuperou o que realmente não chegou a perder. Recuperam a razão, isso sim, aqueles que receberam o bafo das manifestações de junho e embarcaram numa onda que morreu na praia sem trazer nada de bom para a sociedade. Naquele primeiro momento, quando a mídia assumiu o controle do tsunami que derrubaria todos, inclusive o governo federal, as pesquisas surgiram sincronizadas ao JN e às manchetes dos jornalões. A presidenta despencou na avaliação de seu governo e a direita chegou a sonhar que ela nem terminaria o atual mandato.

O povo brasileiro – e quando falo em povo, me refiro a mais de 200 milhões e não a alguns milhares de coxinhas – nunca derrubará um governo que elegeu por ampla maioria, assim, de graça, conduzido por bandeiras fascistóides. Primeiro porque o povo não é politizado. Não se guia por ideologias e nem tem o hábito do debate político. O povo segue seu instinto mais fundamental: a vida melhorou nos últimos 10 anos. E isto é real. Não estamos falando de eletrodomésticos e viagens de avião apenas, mas das perspectivas mais elementares: Hoje, só não tem emprego quem não quer, não precisa ou não pode trabalhar; só não frequenta as salas de aula quem não quer, não precisa ou não pode estudar. Sem falar nas universidades, nas cotas…

No atual cenário, não há ninguém que chegue a ameaçar a reeleição de Dilma. A não ser que surja uma catástrofe diretamente causada ou mal administrada pela presidenta. O que, cá entre nós, depois de seu retumbante discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU, é muitíssimo pouco provável que aconteça. Leia mais…

Resumo da ópera 470: submeter-se ou não à Globo?

14/09/2013 5 comentários

mascaras1Na sessão desta última quinta-feira, disse o ministro Barroso que “vota com sua consciência e não se pauta pelo que vai sair no jornal do dia seguinte”. É o resumo da ópera 470 – vulgarmente conhecida como Mensalão do PT: submeter-se ou não à Globo?

A estratégia preparada por Joaquim Barbosa foi a de isolar o derradeiro voto (que desempatará em 6 x 5 para um dos lados) para a próxima sessão, quarta-feira que vem, e assim jogar o ministro Celso de Mello aos leões da mídia durante os próximos 7 dias.

Se resistir à pressão vulcânica que o aguarda nesta semana, na mídia, e acabar por aceitar os tais embargos infringentes – adiando ou apagando para sempre as capas que o PiG sonha imprimir há 8 anos –, Celso de Mello salvará o STF (e, mesmo, a consciência dos outros cinco ministros que tentam executar o PT sumariamente).

Por outro lado, se o ministro dobrar-se à vontade da mídia e consentir que se algeme os petistas em praça pública(da), realizará o sonho de curto prazo de Globo, Folha, Estadão e Veja. Neste caso, ao contrário do que muita gente pensa, a novela estará longe de terminar. Além de transformar o STF na casa da mãe Joana da Globo e abrir precedentes para outros linchamentos nos mesmos moldes da 470 em qualquer tribunal do Brasil, a prisão de Dirceu, Genoino, J. P. Cunha e Delúbio levará o caso à Corte da OEA – que tem o poder de anular o julgamento ou partes dele. Isso significaria mais desmoralização ao STF e seus atores. Não só no Brasil, mas aí sim, perante toda a comunidade jurídica internacional.

Os ministros que votaram pela degola imediata dos réus parecem não se importar em serem achincalhados por quem entende de direito penal. Parece que o que mais aterroriza Barbosa e os demais que votam com ele é a opinião publicada na imprensa. Desde o início do julgamento ficou evidente sua postura político-partidária a serviço de interesses escusos.

Ao PiG só interessa uma coisa: algemar e fotografar. Mais tarde podem anular o julgamento, pouco importa. O estrago já estaria feito: finalmente o PT estaria “em cana”. Leia mais…

Reforma Política Já ou Morte!

13/07/2013 4 comentários

corrupçãoFaltam 15 meses para as próximas eleições para presidente, governadores, senadores e deputados estaduais e federais. 15 meses são tempo mais que suficiente para plebiscito, discussão com toda a sociedade, elaboração, correções, votação e decretação da nova Lei, Emenda, PEC, Decreto, Medida Provisória – seja lá o nome que isso deve ter – que acabe com a farra indecente e corruptiva entre o político e seu patrocinador. Esse é o ponto mais importante da Reforma Política travada há 15 anos no Congresso Nacional. Entra governo, sai governo, e nada.

As vezes, perguntas explicam melhor que respostas: Por que uma determinada empresa “doa” dinheiro para a campanha eleitoral de determinado candidato? Dízimo? Promessa? Parentesco? Simpatia? O que faz um governante decidir quanto, como e a quem vai destinar a verba embutida no cargo a que foi eleito? Depois eu desenho… Leia mais…

Como em 64. Sem por nem tirar.

02/07/2013 22 comentários
Golpe: a gente vê por aqui. Plin Plin!

Golpe: a gente vê por aqui. Plin Plin!

Não é o povo – no sentido mais abrangente da palavra – que está nas ruas. Quem verdadeiramente usa os serviços públicos tem mais o que fazer. Não está nas passeatas. E quem protesta, protesta de barriga cheia. Pobres, negros e trabalhadores das periferias não foram convocados. Porque são invisíveis para a elite. Sujeira social.

Além dos engolidores de manchetes panfletárias que odeiam o PT gratuitamente – no que, aliás, se resume sua “consciência política” -, há a “tropa de elite” mascarada que se infiltrou no movimento do MPL e tomou-lhe as rédeas. São aqueles mercenários que Serra ajuntou em 2010.

Não confio em mascarados. Qualquer fã do MMA, UFC e similares, pode tornar-se um autêntico Anonymous. Basta comprar a máscara, que custa R$ 9,99 no site Mercado livre e sair por aí mordendo bandeira vermelha. Intolerância, fanatismo, preconceito racial/social, homofobia – são sentimentos que contagiam fácil os distraídos de carteirinha.

Sem partido é o mesmo que sem cabeça. 50 mil aqui, 60 mil ali, 80 mil, 100 mil. O anti petismo obteve 44 milhões de votos em 2010. Hoje, algumas dezenas de milhares desses eleitores pegaram carona nas manifestações e foram para as ruas “trabalhar” o golpe.

A Globo convoca os protestos diariamente. Dá data, horário e local. Depois manda cobrir. O repórter escolhe uma família branca, bem vestida, escadinha de filhos básica. Serão os “manifestantes pacíficos que estão nas ruas”. O material coletado por suas câmeras vai para a central de jornalismo golpista. Lá editam a injeção que o JN vai aplicar no telespectador. Tomam o cuidado de separar o trigo do joio – como as faixas anti-Globo e qualquer faixa que fale mal do PSDB. Leia mais…

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