Blogosfera sob ataque

31/03/2013 4 comentários

Hoje, os blogs, ditos progressistas, são o único contraponto à Globo & Famíglia. Enquanto o oligopólio inconstitucional deita e rola, impondo meias verdades e inteiras mentiras sobre os fatos, a realidade transborda das páginas da blogosfera e se espalha pelas redes sociais. E isso apavora os Marinho, Frias, Cívitas e Mesquitas que vêem sua hegemonia desmoronar diariamente.

Pensa bem: até o surgimento da Internet, quais eram os veículos de comunicação não nascidos do ventre da ditadura ou do início da “não ditadura” de Sarney, Collor, Itamar e FHC?  Eram os chamados nanicos – que, como o nome já diz, tinham estruturas financeiras precárias e dificuldades enormes de distribuição – já que as distribuidoras também eram alinhadas ao PiG. Lidos por algumas milhares de pessoas, e olhe lá!… os nanicos eram a única voz que se contrapunha ao discurso oficialesco da quadrilha midiática instalada pela ditadura no Brasil pós 64. Movimento, Pasquim, Em Tempo, Ex, e tantos outros que fizeram a história da resistência em meio às trevas, foram sufocados financeiramente. Um por um.

Hoje o que nos salva da infame lavagem cerebral da Globo & Famiglia, são blogueiros como Luis Carlos Azenha, Paulo Henrique Amorim, Rodrigo Vianna, Eduardo Guimarães entre outros, que José Serra chama de “sujos”.  Até pouco tempo, eu fazia uma romaria diária por seus blogs – leitura obrigatória para quem busca pontos de vista mais honestos e comprometidos com a verdade. Usava o Reader do Google (agora uso o Feedly) para reunir meus preferidos na mesma janela. Mas, a cada dia que passa, percebo que venho usando menos o leitor de feeds. Porque hoje, através das redes sociais, as postagens dos meus blogs favoritos vêm a mim naturalmente, repercutidas por meus “amigos” virtuais: são o meu leitor de feeds – assim como estou certo que muitos lêem textos repercutidos por mim.

Diz-me quem adicionas e dir-te-ei o que lês. Leia mais…

Dilma deve usar mais nosso espectro

09/03/2013 6 comentários

espectroDesde seu nascimento, o PT sempre esteve num patamar superior quando o assunto é comunicação. E não é somente pelos ótimos profissionais da área que abraçaram a causa do partido desde a sua fundação. Fazer um bom trabalho de comunicação, exige boa matéria prima: tanto no conteúdo, quanto na forma. Em outras palavras, para fazer uma boa peça de comunicação, seja impressa ou audiovisual, é preciso boas propostas, bom discurso, boas imagens e… realizações incontestáveis.

Nos últimos 10 anos o PT produziu e multiplicou essa matéria prima. O PiG esconde ou desmerece as realizações do governo federal por 20 meses. Chega então a próxima campanha eleitoral e o horário “gratuito” na TV, e o PT esbanja criatividade em seu marketing. Até os adversários admitem. (Collor, por exemplo, confessou que na campanha eleitoral de 89 ia dormir com o “Lulalá” ecoando na cabeça.)

Gasta-se uma grana preta nas campanhas eleitorais. E a tecnologia ajuda muito. Mas, suponhamos que o financiamento de campanha se tornasse público – o que, aliás, seria excelente. Suponhamos que as verbas disponibilizadas para cada partido fossem irrisórias, impossibilitando os recursos de computação gráfica, jingles, atores e outros elementos. Que a propaganda eleitoral ficasse nas ideias e nas realizações de cada um – sem as milionárias super-produções que estamos acostumados a ver. Mesmo assim, o PT faria a melhor campanha. Porque tem muito mais matéria prima. Isso, para não mencionar o carisma de Lula. Leia mais…

Yoani Sánchez, a onça de papel

22/02/2013 15 comentários

yaoni-por-latuffDepois do derretimento da teoria da globalização e da consolidação de vários governos de centro-esquerda, as oposições sul-americanas e suas mídias (sempre à tira-colo) buscam causas e personagens para manterem-se minimamente palpáveis no cenário. Nem que seja com um figurino ultrapassado…

Yoani Sánchez faz parte deste script. O objetivo central da “turnê” mundial desta ativista anti-castrista vai muito além da “luta pela liberdade” na ilha onde nasceu. É um ataque preventivo do PiG sul-americano contra os movimentos que exigem mais democracia e pluralidade nas comunicações que, aos poucos, vão adquirindo consistência em vários países do nosso continente.

Não queria escrever sobre Yoani Sánchez – essa mulher que a “Imprensa Cachoeira” e as redes sociais evidenciam exageradamente (como planejado por sua trupe, aliás…). Mas é inevitável. Em cartaz há uma semana na mídia, não dá pra não falar.

Desde que surgiu, ecoada por aí, na mídia, Sánchez tenta se encaixar na “programação”. O  problema é que o tempo passa e ela continua sendo uma sucata enferrujada, sobra da guerra fria. Só compra quem nutre o velho ódio tolo a Cuba e vê comedores de criancinhas nos governos de centro-esquerda da América do Sul.

Yoani é tão patriota quanto uma mosca. Ainda mocinha, vislumbrou um mercado potencial (se opor ao governo cubano), vendeu seu peixe e se deu bem. Financeiramente, é claro. O resto é folclore: mártir, perseguida por Fidel, blogueira de sucesso, milhões de fãs e seguidores no Twitter, tudo fraudado. É uma onça de papel.

De onde vêm os recursos que a “estrela” do PiG usa para viagens, hospedagens, transporte, alimentação, etc?

Yoani ganha muita grana da SIP (Sociedade Inter-americana de Imprensa) – que é a máfia que reúne os donos dos meios de comunicação do nosso continente – além de organizações de ultra-direita espalhadas por vários países do mundo, inclusive no Brasil (Millenium) e escreve alguns artigos para as publicações mais reacionárias do planeta como o El País – aquele jornal que publicou foto falsa de Hugo Chaves como se estivesse com o pé na cova. A cubana inda tem dois guarda-costas: CIA e FBI. (Muito antes de Obama sonhar em ser presidente…) Leia mais…

Procura-se uma oposição

02/02/2013 7 comentários

oposicaoA tragicômica reação do PSDB ao pronunciamento de Dilma, semana passada – no qual a presidenta anunciou os cortes nas tarifas de energia elétrica e garantiu que não há risco algum de apagão – revela uma crise existencial profunda no partido que já foi, em sua época de “glória”, la creme de la creme das forças democráticas e progressistas. Acusar Dilma de eleitoreira e exigir que não use vermelho por ser a cor do PT, foi vergonhoso. Os tucanos de hoje parecem um amontoado de senhoras invejosas, fuxiqueiras e rabugentas que continuam com seus burros amarrados na margem de lá… no século 20. Se vivo, Mário Covas morreria de desgosto!

A bem da verdade, é eleitoreiro sim, o governo petista. Agrada o povo e recebe voto em troca. Como sempre deveria ser: toma lá, dá cá! Melhorou minha vida? Ganhou meu voto! Piorou? Dançou! Diminuir o custo da energia – que diminui o da indústria, que gera mais vendas, que geram mais empregos, que geram crescimento econômico e progresso – é ruim para quem cara-pálida? Como alguém, em sã consciência, pode discordar disso? O que esperam que o PT faça em 2014? Que não use este argumento contra eles na campanha eleitoral?

O trágico é que o país precisa, sim, de uma oposição. É isso que fortalece uma democracia. O debate de ideias, o contraponto. Porque a unanimidade é cega e burra. A oposição precisa estar estruturada em argumentos e não em estratégias destrutivas que miram adversário político, mesmo que atinjam os interesses da nação.  Leia mais…

Lulopetismo e miopia

20/01/2013 8 comentários
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Sintomas do Lulopetismo que atinge principalmente a camada mais pobre da população: amor e esperança

Os colunistas-jagunços da chamada grande imprensa inventaram o termo “lulopetismo” e o traduzem como sendo uma espécie de doença social, uma epidemia que se abateu sobre o Brasil a partir de 2002. Cães raivosos das quatro famiglias donas da mídia, latem ferozmente contra o governo em seus blogs. Insultam PT, petista, presidenta e ex presidente e orquestram uma horda de seguidores brutamontes mentais, numa missão um tanto quanto impossível: apagar Lula e, se possível, seu partido da história do Brasil. De preferência, antes da campanha de 2014 começar!

O plano concebido para atacar a “epidemia lulopetista” pode falhar, como já falhou outras vezes. Mas, Tempos Modernos, acompanhados da tropa do STF travestida de Ku-Klus-Klan tropical, enxergam possibilidades de tornar Lula inelegível em 2014, através de alguma acusação formal, baseada em declarações de qualquer condenado vendido antes mesmo de ser pago. Espera-se que a pirotecnia midiática em torno da conversa mole de Marcos Valério provoque tamanho estrago, que Dilma chegaria ao fim de seu mandato – se chegasse! – enfraquecida, desmoralizada, carta fora do baralho da sua própria sucessão. Assim, na carona da imobilização do PT e renascidos das cinzas, Serra & Aécio disputariam a presidência “democraticamente”, sem a presença de qualquer nome que ameace seu “favoritismo” na cédula eleitoral.

São míopes. O fato de Lula ser tão querido não o torna imprescindível. Além disso, não precisa de cargo político para fazer política. A essa altura do campeonato, não é somente o melhor e mais popular presidente da história deste país. Lula simboliza mais do que o cidadão Luiz Inácio da Silva pode incorporar. É o sentimento de resgate de cidadania de milhões de brasileiros. É ícone mundial no combate à pobreza. Não há golpe de estado, reportagens de capa ou edições inteiras do Jornal Nacional que revertam suas realizações e o amor que o povo lhe tem. E isso não é populismo barato. Estatísticas insuspeitas, feitas por instituições nacionais e internacionais apontam para as inéditas realizações de seu governo – razão de ser tão querido, principalmente nas camadas mais pobres da população. E não há como nossa imprensa convencer a opinião pública mundial que este não é o Lula que recebeu inúmeros prêmios e homenagens internacionais durante e depois de seus mandatos. Leia mais…

2013: ¡No Pasarán!

12/01/2013 8 comentários

midiaO Estadão deu, a Folha ecou se fazendo de besta e o PGR mais ordinário desta república negou se fazendo de desavisado. Aí o Estadão retificou. E a Folha negou o que afirmou.

Não faz diferença quem levantou a bola. É o velho jogo dos teclados nas redações do PiG. Plantam o verde e torcem pra “madurar”. Repercutem-se, uns aos outros, os imorais, para dar “fundamento” às trapaças publicadas. Uma mão lava a outra, certo chefe? A regra é compor manchetes usando os nomes de Lula, Dilma, Zé Dirceu, Marcos Valério, Cachoeira, etc, misturados com palavras como: quadrilha, esquema, corrupção, PT, petistas – além da azeitona da empada: a palavra “mensalão”. Em qualquer ordem, essas palavras, todas juntas, em duplas, trios, ou o que for, vão se revezando na dança das manchetes.

Outro dia, o chefe mandou o repórter da Folha perguntar ao Zé Dirceu se, diante das condenações, o ex-ministro cogitava fugir do país. É claro que Dirceu respondeu um NÃO retumbante! Mas produziu a manchete desejada: “Não vou fugir do Brasil, diz Dirceu”. Como se fosse um culpado, conformado com sua condenação! Como se não tivesse uma história de vida inteira dedicada ao Brasil. Como se nada representassem sua luta contra a ditadura, pela redemocratização, pela Constituinte, pela criação do maior partido popular da história, por viabilizar a eleição de Lula e todas as mudanças decorrentes de seu governo. A Folha e seus colegas de banca criaram o crime, denunciaram, obrigaram o STF a condenar sem provas e ainda perguntam se vai fugir??!!

O bate-estaca anti petista ad infinitum vai se tornando tão óbvio quanto finito. A cada dia que passa, a imprensa perde credibilidade, leitores e, consequentemente, anunciantes. Uma coisa é certa: ao raiar de 2014, quando a avalanche midiática da Copa do Mundo surgir, acelerar e se sobrepor a tudo, a sorte já estará lançada. Então, o chumbo grosso que se insinuou nas manchetes do Estadão desta semana, repercutidas pela Folha, se restringirá a este ano. Em 2014, o país precisará estar em “ordem” para realizar a Copa. Leia mais…

Veja e a máfia. Tudo a ver.

24/11/2012 4 comentários

CartaCapital de agosto deste ano: ao contrário de sua concorrente golpista, a reportagem contém provas irrefutáveis da associação da revista Veja com o crime organizado

A CPI do Cachoeira acaba de divulgar o relatório final de suas investigações.

Aqui, provas valeram mais que suposições. Além do próprio bicheiro, condenado e solto (??!! alguém desenha pra mim?), de graúdos, foram indiciados: Policarpo Jr., editor da Veja em Brasília; Marconi Perillo, governador de Goiás; Demóstenes Torres, senador cassado e outros 40. O relatório ainda acusa de prevaricador o procurador Roberto Gurgel.

O mais importante, a meu ver, é indiciamento de Policarpo Jr.

Passamos anos acusando o PiG de agir como PiG. Principalmente por ter o domínio dos fatos (aqui, literalmente falando!) e a exclusividade da opinião publicada sobre eles. Chegou, enfim, a hora da verdade para uma das quatro famiglias que dominam a mídia no Brasil. As gravações entregues à CPI pela Polícia Federal, revelando o conteúdo de mais de duzentas conversas entre o editor da Veja e o bicheiro – trocando favores, definindo pautas e atacando adversários em matérias plantadas – não podiam passar em branco.

Cachoeira ainda aparece em “relacionamento íntimo” com o governador de Goiás, Marconi Perillo. E isso não é novidade. Afinal, o PSDB é campeão nacional de fichas-sujas. Marconi só vai engrossar o caldo.

Se, por um lado, a oposição e os juízes se agarram à condenação fraudulenta de José Dirceu para dar continuidade ao golpe contra o PT, por outro, a relação criminosa entre o editor da revista de maior circulação no país e um bicheiro cheio de tentáculos em elevadas esferas políticas, retira a Veja do saco das publicações mexeriqueiras e a afunda no dos criminosos lesa-pátria.

A inclusão de Policarpo Jr. e mais 4 jornalistas no grupo dos indiciados é um alívio. Corriam boatos de que o mafioso Civita intimidara os membros da CPI pelo livramento do editor de sua revista. Já Rupert Murdoch, o magnata da mídia mundial, mil vezes mais poderoso que Civita, foi obrigado a fechar um de seus jornais, o News of the World, por imposição das leis inglesas que regulam os meios de comunicação daquele país.

Nossa mídia rasteira classificou o relatório final da CPI do Cachoeira como retaliação pela farsa do julgamento da farsa do chamado mensalão do PT. O PiG foca somente os jornalistas envolvidos com a quadrilha de Cachoeira. Choraminga a mesma ladainha da liberdade de expressão de SUA famiglia. Mas o total de indiciados soma 34. Tem gente que recebeu coisa de R$ 1,8 milhões de Cachoeira. Em termos de valores em espécie, o que os jornalistas receberam é trocado perto do que movimentaram os graúdos. Mas se falarmos em reforços para a realização do debate pela Lei de Médios, é um argumento de peso.

Obviamente que o dono da Abril tem mais força política que os acusadores de Policarpo Jr. E pelo atual espírito de inconstitucionalidade que assola o STF – justo aqueles que deveriam proteger nossa Constituição com unhas e dentes –, Veja pode se safar nas páginas de toda a famiglia e nos tribunais. Mas não vai “apagar” sua associação com o crime organizado.

Nas manchetes, perdemos feio para a mídia corporativa. Mas existem outras frentes de batalha. Teremos muitas ações e eventos de apoio à Dirceu e Genoino. Mais adiante, quando partirem para cima de Lula, virá uma onda maior de protestos contra a criminalização do partido que não conseguem derrotar nas urnas desde 2002.

À partir do relatório desta CPI e somando-se as incontáveis falcatruas da publicação, Veja torna-se o exemplo mais cristalino da necessidade de regulação da mídia.

O PT ensaia uma nova postura. Anda trocando a indiferença conveniente e costumeira pelo enfrentamento e defesa de seus mais caros membros. Sabemos que é isso que a mídia golpista quer. Enfrentamento. Para que possa usar seus canhões assassinos de reputações contra os “insurgentes” sem dar chances de defesa – o que, aliás, ensinou aos capas-pretas do STF. Mesmo assim, a reação do PT é positiva e deve ser mais contundente. 

Vem chumbo grosso do lado de lá. Se não mostrarmos agora nossa indignação contra a mídia e o STF, outros golpes, como o da 470, a roubarão de nós.

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