Lulopetismo e miopia

20/01/2013 8 comentários
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Sintomas do Lulopetismo que atinge principalmente a camada mais pobre da população: amor e esperança

Os colunistas-jagunços da chamada grande imprensa inventaram o termo “lulopetismo” e o traduzem como sendo uma espécie de doença social, uma epidemia que se abateu sobre o Brasil a partir de 2002. Cães raivosos das quatro famiglias donas da mídia, latem ferozmente contra o governo em seus blogs. Insultam PT, petista, presidenta e ex presidente e orquestram uma horda de seguidores brutamontes mentais, numa missão um tanto quanto impossível: apagar Lula e, se possível, seu partido da história do Brasil. De preferência, antes da campanha de 2014 começar!

O plano concebido para atacar a “epidemia lulopetista” pode falhar, como já falhou outras vezes. Mas, Tempos Modernos, acompanhados da tropa do STF travestida de Ku-Klus-Klan tropical, enxergam possibilidades de tornar Lula inelegível em 2014, através de alguma acusação formal, baseada em declarações de qualquer condenado vendido antes mesmo de ser pago. Espera-se que a pirotecnia midiática em torno da conversa mole de Marcos Valério provoque tamanho estrago, que Dilma chegaria ao fim de seu mandato – se chegasse! – enfraquecida, desmoralizada, carta fora do baralho da sua própria sucessão. Assim, na carona da imobilização do PT e renascidos das cinzas, Serra & Aécio disputariam a presidência “democraticamente”, sem a presença de qualquer nome que ameace seu “favoritismo” na cédula eleitoral.

São míopes. O fato de Lula ser tão querido não o torna imprescindível. Além disso, não precisa de cargo político para fazer política. A essa altura do campeonato, não é somente o melhor e mais popular presidente da história deste país. Lula simboliza mais do que o cidadão Luiz Inácio da Silva pode incorporar. É o sentimento de resgate de cidadania de milhões de brasileiros. É ícone mundial no combate à pobreza. Não há golpe de estado, reportagens de capa ou edições inteiras do Jornal Nacional que revertam suas realizações e o amor que o povo lhe tem. E isso não é populismo barato. Estatísticas insuspeitas, feitas por instituições nacionais e internacionais apontam para as inéditas realizações de seu governo – razão de ser tão querido, principalmente nas camadas mais pobres da população. E não há como nossa imprensa convencer a opinião pública mundial que este não é o Lula que recebeu inúmeros prêmios e homenagens internacionais durante e depois de seus mandatos. Leia mais…

2013: ¡No Pasarán!

12/01/2013 8 comentários

midiaO Estadão deu, a Folha ecou se fazendo de besta e o PGR mais ordinário desta república negou se fazendo de desavisado. Aí o Estadão retificou. E a Folha negou o que afirmou.

Não faz diferença quem levantou a bola. É o velho jogo dos teclados nas redações do PiG. Plantam o verde e torcem pra “madurar”. Repercutem-se, uns aos outros, os imorais, para dar “fundamento” às trapaças publicadas. Uma mão lava a outra, certo chefe? A regra é compor manchetes usando os nomes de Lula, Dilma, Zé Dirceu, Marcos Valério, Cachoeira, etc, misturados com palavras como: quadrilha, esquema, corrupção, PT, petistas – além da azeitona da empada: a palavra “mensalão”. Em qualquer ordem, essas palavras, todas juntas, em duplas, trios, ou o que for, vão se revezando na dança das manchetes.

Outro dia, o chefe mandou o repórter da Folha perguntar ao Zé Dirceu se, diante das condenações, o ex-ministro cogitava fugir do país. É claro que Dirceu respondeu um NÃO retumbante! Mas produziu a manchete desejada: “Não vou fugir do Brasil, diz Dirceu”. Como se fosse um culpado, conformado com sua condenação! Como se não tivesse uma história de vida inteira dedicada ao Brasil. Como se nada representassem sua luta contra a ditadura, pela redemocratização, pela Constituinte, pela criação do maior partido popular da história, por viabilizar a eleição de Lula e todas as mudanças decorrentes de seu governo. A Folha e seus colegas de banca criaram o crime, denunciaram, obrigaram o STF a condenar sem provas e ainda perguntam se vai fugir??!!

O bate-estaca anti petista ad infinitum vai se tornando tão óbvio quanto finito. A cada dia que passa, a imprensa perde credibilidade, leitores e, consequentemente, anunciantes. Uma coisa é certa: ao raiar de 2014, quando a avalanche midiática da Copa do Mundo surgir, acelerar e se sobrepor a tudo, a sorte já estará lançada. Então, o chumbo grosso que se insinuou nas manchetes do Estadão desta semana, repercutidas pela Folha, se restringirá a este ano. Em 2014, o país precisará estar em “ordem” para realizar a Copa. Leia mais…

Veja e a máfia. Tudo a ver.

24/11/2012 4 comentários

CartaCapital de agosto deste ano: ao contrário de sua concorrente golpista, a reportagem contém provas irrefutáveis da associação da revista Veja com o crime organizado

A CPI do Cachoeira acaba de divulgar o relatório final de suas investigações.

Aqui, provas valeram mais que suposições. Além do próprio bicheiro, condenado e solto (??!! alguém desenha pra mim?), de graúdos, foram indiciados: Policarpo Jr., editor da Veja em Brasília; Marconi Perillo, governador de Goiás; Demóstenes Torres, senador cassado e outros 40. O relatório ainda acusa de prevaricador o procurador Roberto Gurgel.

O mais importante, a meu ver, é indiciamento de Policarpo Jr.

Passamos anos acusando o PiG de agir como PiG. Principalmente por ter o domínio dos fatos (aqui, literalmente falando!) e a exclusividade da opinião publicada sobre eles. Chegou, enfim, a hora da verdade para uma das quatro famiglias que dominam a mídia no Brasil. As gravações entregues à CPI pela Polícia Federal, revelando o conteúdo de mais de duzentas conversas entre o editor da Veja e o bicheiro – trocando favores, definindo pautas e atacando adversários em matérias plantadas – não podiam passar em branco.

Cachoeira ainda aparece em “relacionamento íntimo” com o governador de Goiás, Marconi Perillo. E isso não é novidade. Afinal, o PSDB é campeão nacional de fichas-sujas. Marconi só vai engrossar o caldo.

Se, por um lado, a oposição e os juízes se agarram à condenação fraudulenta de José Dirceu para dar continuidade ao golpe contra o PT, por outro, a relação criminosa entre o editor da revista de maior circulação no país e um bicheiro cheio de tentáculos em elevadas esferas políticas, retira a Veja do saco das publicações mexeriqueiras e a afunda no dos criminosos lesa-pátria.

A inclusão de Policarpo Jr. e mais 4 jornalistas no grupo dos indiciados é um alívio. Corriam boatos de que o mafioso Civita intimidara os membros da CPI pelo livramento do editor de sua revista. Já Rupert Murdoch, o magnata da mídia mundial, mil vezes mais poderoso que Civita, foi obrigado a fechar um de seus jornais, o News of the World, por imposição das leis inglesas que regulam os meios de comunicação daquele país.

Nossa mídia rasteira classificou o relatório final da CPI do Cachoeira como retaliação pela farsa do julgamento da farsa do chamado mensalão do PT. O PiG foca somente os jornalistas envolvidos com a quadrilha de Cachoeira. Choraminga a mesma ladainha da liberdade de expressão de SUA famiglia. Mas o total de indiciados soma 34. Tem gente que recebeu coisa de R$ 1,8 milhões de Cachoeira. Em termos de valores em espécie, o que os jornalistas receberam é trocado perto do que movimentaram os graúdos. Mas se falarmos em reforços para a realização do debate pela Lei de Médios, é um argumento de peso.

Obviamente que o dono da Abril tem mais força política que os acusadores de Policarpo Jr. E pelo atual espírito de inconstitucionalidade que assola o STF – justo aqueles que deveriam proteger nossa Constituição com unhas e dentes –, Veja pode se safar nas páginas de toda a famiglia e nos tribunais. Mas não vai “apagar” sua associação com o crime organizado.

Nas manchetes, perdemos feio para a mídia corporativa. Mas existem outras frentes de batalha. Teremos muitas ações e eventos de apoio à Dirceu e Genoino. Mais adiante, quando partirem para cima de Lula, virá uma onda maior de protestos contra a criminalização do partido que não conseguem derrotar nas urnas desde 2002.

À partir do relatório desta CPI e somando-se as incontáveis falcatruas da publicação, Veja torna-se o exemplo mais cristalino da necessidade de regulação da mídia.

O PT ensaia uma nova postura. Anda trocando a indiferença conveniente e costumeira pelo enfrentamento e defesa de seus mais caros membros. Sabemos que é isso que a mídia golpista quer. Enfrentamento. Para que possa usar seus canhões assassinos de reputações contra os “insurgentes” sem dar chances de defesa – o que, aliás, ensinou aos capas-pretas do STF. Mesmo assim, a reação do PT é positiva e deve ser mais contundente. 

Vem chumbo grosso do lado de lá. Se não mostrarmos agora nossa indignação contra a mídia e o STF, outros golpes, como o da 470, a roubarão de nós.

Argentina: um passo à frente

05/11/2012 1 comentário

Um dia chegamos lá

Importantíssimo o que está para acontecer com o grupo Clarin, da Argentina, à partir do dia 7 de dezembro deste ano. O Clarin, que é a Globo portenha, deverá se ajustar às novas regras da Ley de Medios e vender parte de seu império de comunicações. Sendo assim, o povo argentino, de longe o mais politizado do continente, se tornará pioneiro, também, no enfrentamento e enquadramento dos leões da mídia. Imaginem os gorduchos fumadores de charutos e donos exclusivos do microfone dançando o último tango…

Naruralmente que a nova legislação argentina sobre os meios de comunicação não foi uma imposição do governo à sociedade. Antes da redação do texto final, houve um amplo debate, com a participação de todos os interessados. O Congresso argentino aprovou, para, finalmente Kirchner assinar no dia 10/10/09. Basicamente, a Ley de Medios argentina diminui o poder e limita o número de concessões (rádios, TVs, jornais e revistas) que um mesmo grupo pode controlar. Nada relacionado a censura ou ameaça ao direio de livre expressão. Exige ainda, programação de qualidade, serviços de utilidade pública e uma cota mínima de exibição de produções nacionais.

É sempre bom lembrar que a regulamentação da mídia é comum em todos os países desenvolvidos e democráticos e não é estratégia de dominação comunista, islâmica ou alienígena.

Por que é necessário regulamentar? Leia mais…

Golpe: vai faltar combinar com o povo

02/11/2012 16 comentários

Quem vai explicar a eles a moderníssima teoria do “Domínio do Fato”?

Durante a última campanha eleitoral, estive em 3 comícios. Menos por entender que minha presença faria a diferença e mais para rever a militância, sentir a vibração “offline” da campanha de Haddad pelas ruas de São Paulo. Aventura que remeteu-me aos idos anos 80, quando o PT ainda cheirava leite.

Naquela época éramos, idealistas e apaixonados por uma causa que só se concretizaria em 2002. Embora houvessem muitas subdivisões e linhas de pensamento na esquerda – desde os que participaram da luta armada contra o regime militar até os estudantes de classe média da USP – naquele momento, todos convergeram à ideia central, a construção e o fortalecimento do Partido dos Trabalhadores.

Talvez o PT tenha sido o único partido que foi construído por uma ampla maioria de forças populares em torno das quais gravitaram outras forças menores, não menos importantes. O partido definiu-se a partir de um amplo debate, reunindo as melhores cabeças da esquerda, lideranças sindicais de todas as categorias de trabalhadores, políticos, artistas, intelectuais, educadores etc. Mas, essencialmente, o PT seguiria sua vocação para ser um partido de massas. E Lula era o líder, o candidato natural para disputar eleições.

De lá para cá, a história do partido coleciona muitas vitórias e algumas derrotas, muitos acertos e alguns erros e, mais do que tudo, é uma história de crescimento em tamanho e importância tanto no Brasil, como em toda a América do Sul.

A militância que encontrei nos comícios não é mais a mesma que conheci na minha juventude. O PT não tem mais a cara da USP, dos artistas, dos intelectuais e dos sindicalistas do ABC. Não vi nenhum “curioso”, o tipo que não sabe o que está acontecendo ao redor, mas entra no “clima da festa”.

O PT de hoje, tem a cara do povão. O que vi nos comícios eram pessoas que estavam lá marcando seu território, ocupando o espaço e mostrando ao palco que a platéia é o verdadeiro centro do poder. Gente que descobriu sua cidadania e agarrou-se a ela com unhas e dentes e, por isso mesmo, têm muito a perder. E essas pessoas amam Lula. Festejaram muito as vitórias do PT em todo o Brasil, embora o PiG tenha escondido sua alegria. Leia mais…

Haddad, Sampa merece sim!

27/10/2012 4 comentários

Foto: Luciano Amarante/Diário SP

Com o aquecimento da economia, a criação de 15 milhões de empregos e a ascensão de 30 milhões de brasileiros ao mercado de consumo na última década, tanto Serra quanto Kassab arrecadaram o dobro em impostos do que Erundina ou Marta em suas gestões. Ambas receberam (Jânio Quadros e Pitta respectivamente) a cidade falida, os serviços públicos beirando ao colapso.

Ao contrário do que os reaças dizem por aí, Marta fez milagres com um orçamento minguado, resultado do fracassado e recessivo governo FHC.

Sem entrar no mérito ideológico e xenófobo desses dois, Serra e Kassab queimaram dinheiro público durante 8 anos empurrando com a barriga os problemas mais crônicos de Sampa. E novamente o PT receberá a cidade arrasada. Mas algo me diz que com Haddad, o paulistano vai descobrir que pode ser feliz. E se esse cara fizer o governo que pintou, como tenho certeza que fará (grande parte, ao menos), será muito difícil para o PSDB, por um longo e saudável período de tempo, recuperar sua “cidadela”. Este é o pesadelo dos reaças. No fundo, sabem que o governo do Haddad será um sucesso. E que Haddad veio para dois mandatos. (Só para começar, aliás.)

Haddad não é um poste que Lula sacou da cartola. Nem Dilma é. Ambos foram “inventados” por Lula porque fizeram um ótimo trabalho em postos chave de seu governo. São técnicos que entraram na política. E, principalmente: estão afinados com as diretrizes de inclusão social do governo petista. Haddad e Dilma são o oposto dos políticos carreiristas, bons de discurso, experts em hipocrisia e incompetentes na prática. Leia mais…

Os Zorros do Tonto

24/10/2012 3 comentários

Na infância e adolescência, meu herói preferido, entre tantos dos seriados na TV, era o Zorro da capa e espada. Adorava as aventuras de Don Diego de La Vega, o aristocrata que se transformava no “bandido” mascarado e lutava contra os tiranos espanhóis que oprimiam seu povo. Zorro raramente matava seus adversários em combate. Preferia desmoralizá-los, com sua insuperável destreza com a espada, fazendo suas calças caírem ou marcando o “Z” em suas camisas. Sua vítima predileta era o bonachão sargento Garcia que, obviamente, jamais conseguia prendê-lo.

Além deste, havia outro Zorro na TV. Era o Zorro milico, do exército dos EUA, que também usava máscara. Mas em vez de espada, suas armas eram revólveres. Este Zorro ainda tinha um parceiro, espécie de Robin do Batman, chamado Tonto. Tonto, era um índio “convertido”, fiel e obediente ao seu amo. Era o símbolo da subserviência, da inferioridade racial de todos os peles vermelhas frente ao homem branco, invasor de suas terras. Este Zorro parecia herói, foi concebido para ser herói, mas não agradou e sumiu da programação. Afinal, onde já se viu um índio ser ajudante de um soldado mascarado cujo exército dizimava seu povo?

Enfim, o Zorro da capa e espada era um herói de verdade. Idealista, inteligente e simpático, estava sempre ao lado dos pobres e oprimidos. O outro era uma aberração criada para justificar o genocídio das tribos indígenas americanas.

Os capas-pretas do STF julgam-se, e são vendidos à opinião publicada, como os Zorros da capa e espada. Mas agem como Zorros do Tonto. Certamente foram-lhes prometidos consagração e um lugar garantido na história em troca de rasgarem a Constituição e condenarem sumariamente os réus da 470. Precisamente durante as campanhas eleitorais deste ano. Leia mais…

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